quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Psiu.

Eu preciso de você
Como a música precisa de uma letra
Como a verdade precisa de um poeta
Como os sonhos fazem o mundo
E os homens precisam deles
Para acontecer.

Preciso de umas palavras,
De um sorriso
De bom dia
De cortinas, janelas
E fotografias.
Meu bem,
Preciso de você.

Eu preciso como a vida
Precisa da bossa nova
E da nova música que não cala
E da menina que canta pra mim.

Preciso da água em seus cabelos
Da areia em nossos pés
E daqueles versos que dizem
“Que meu destino é caminhar assim”*

Meu bem, eu confesso,
De corpo todo eu me entrego,
Mas promete
Não viver mais sem mim.


* Chico Buarque em "Bárbara".

Ponto final.

Duas doses,
Um retrato,
Mais centenas de promessas e
Mil pedaços para você juntar.

O que fica e não passa
Na minha pele sua marca
E seu gosto ainda em mim.

Pegue a chave e feche a porta
Antes que se declare a derrota
De quem só soube te amar.

Vai,
Deixa eu experimentar meu sofrimento
Com meu ego destroçado
- o que resta
depois do beijo que você não deu.

Mais três doses
E uma volta
Recaída
Melancólica
Quando ainda vejo seu copo do lado do meu.

Dois corpos no mesmo espaço,
Mais mentiras e
Outros acasos
Pra tentar me convencer.

Mas, meu bem, não percebe
Que toda volta representa
Aquilo tudo que não aconteceu?

Quando olho no espelho
Só percebo que a saudade,
É o sentimento que resta
De um amor
Que não sobreviveu.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

(II)

Escrevo um poema sem graça
Para agradar a menina
Que carrega o sol em seus olhos
E todo o quê dessa poesia.

Passam as estações, trocam-se os amores,
Pinto com outras cores
O sorriso que não era pra mim.

Menina que vejo de longe,
Com a saudade que eu sinto de perto,
Não vê que todos esses versos
São só para te animar?

Te dou as palavras mais simples
E , junto com elas,
Todo o sentimento que existe
(tirei do mundo)
Só pra te alegrar.

Te faço um filme mudo,
Uma declaração inesperada,
Jogo a toalha
Pra você se sentar.

Se o mundo anda tão complicado
Por que não acredita no que digo?
Isso tudo,
Repito,
É pra te ver chegar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A primeira de dezembro.

Uma voz tão calma, tão muda
Derruba o silêncio dessa escuridão.
Teus olhos tão claros, não raro,
São pensamentos que fogem à minha razão.

Você é a primeira do mês de dezembro,
A vista que acho
E não tenho.

Ainda pode segurar minha mão?