domingo, 18 de janeiro de 2009

faz sentido?

Eu escrevo como uma maneira de extravasar o que sinto e não digo, o que penso e guardo pra mim. As palavras não são cruéis, os textos são os melhores amigos.

Eles suportam meus excessos calados, esperando pelo próximo verso.

Escrever é uma forma de derramar o que me angustia e de te dizer o que tentei falar pelo menos umas mil vezes e até agora não consegui. (Será que estas frases fazem sentido para alguém além de mim?)

Penso: isso é sinal de egoísmo ou apenas uma conseqüência de eu não conseguir carregar meu mundo sozinha (sinônimo para isso, fraqueza), ou ainda, uma forma poética de materializar meu delírio? Pior. E se couberem juntas as três opções?

São situações que crio de fantasias que sonho, que vejo, são mentiras que fazem sentido e realidades distorcidas que me agradam.

Mas toda palavra tem sua verdade. Todo verso carrega uma lógica aparentemente ilógica. Há um quê, um pecado, um motivo em toda poesia.

Por mais que eu desvie o olhar, ou tente esconder o que não cabe mais em mim e que sempre esteve claro para os outros, eu sei (e você também sabe) que tenho uma razão.

Isso porque todos que escrevem são previsíveis, por mais originais que eles tentem parecer.

Ainda não encontrei todos os motivos, mas por enquanto, fico com o mais óbvio: você.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

entresuaslinhas

Vou invadir sua alma
Assim bruscamente, meu bem,
Desvendar seus mistérios,
Tomar seu eu-poético,
Te fazer coisa minha.

Vou apagar seu passado,
Deitar ao seu lado,
Te amar todo dia.

Prometo cometer os pecados
Que ficaram em seus sonhos
Sozinha.

Te dou todos os excessos
E nada­­, minha cara,
de entrelinhas.

Sentimento barato,
Tenho seu nome guardado
Em minha vida vazia.