e foi embora,
parou a hora
pra dizer adeus.
levou de mim,
levou a mim
e nem olhou.
tirou de dentro
sentimentos
e trocou por
ódio.
logo você, meu ópio,
o doce ócio
se foi
enfim
e fez sem pensar
e foi pra ficar
só olhou de volta
pra deixar
o que não se podia levar
a saudade ficou aqui.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Olimpíadas no Rio: muito a comemorar?
A cena foi espetacular. Perdeu quem não viu. Cariocas e outros brasileiros amontoaram-se aos milhares nas areias de Copacabana para comemorar a consagração do Rio de Janeiro como sede olímpica de 2016.
E a euforia não se esbarrou nos limites geográficos da Cidade Maravilhosa. Pelo contrário. O país todo, uníssono, celebrou a vitória do Brasil perante três outros países (todos desenvolvidos), representados pelas cidades de Chicago, Tóquio e Madri.
Até o Presidente, ainda tomado pela emoção daquele momento, não hesitou em dizer que esta escolha representou a “conquista da cidadania internacional” e que “foi eliminada a última coisa de preconceito em relação ao Brasil.”
É, Lula, realmente pode-se cantar o “Yes, we créu”.
Afinal, esta é a continuidade de um momento histórico ímpar. Ora, a mesma crise econômica mundial que foi responsável pela decretação de concordata de grandes grupos econômicos mundiais nos atingiu apenas como “marolinha”. Além disso, descobrimos o pré-sal, ganhamos o apoio do presidente francês à inclusão brasileira no Conselho de Segurança da ONU, sem falar de vitórias de outros naipes.
Quem duvidará da capacidade brasileira em 2016?
Se esta conquista tende a abrir os olhos do mundo em relação a nós, nós, os brasileiros, não podemos desviar a visão do nosso próprio umbigo.
Afinal de contas, ainda não é tempo de caírem as lágrimas olímpicas e os problemas cotidianos há muito assombram o presente.
Para começar, dois exemplos. Enquanto os ânimos estavam voltados pra Copenhague, aqui, no Brasil, o TCU anunciava – mais uma vez - irregularidades em obras do governo federal, recomendando a paralisação de 41 destas. Dias antes, vazou a prova do ENEM.
Isso sem falar dos outros tantos problemas crônicos brasileiros.
Mas aí quando começam a surgir o desconforto e a desconfiança despontam logo argumentos pró-olímpicos como a geração de empregos, investimentos no turismo e visibilidade internacional.
Claro que nada disso pode ser esquecido, mas outras questões socialmente mais importantes precisam da mesma prioridade neste momento.
Ora, para não ir muito longe, o próprio Rio está tomado pelo tráfico e pela violência urbana. A Cidade Maravilhosa vive em uma guerra interna – com o mesmo grau de insegurança, violência e morte desta. Até as Forças Armadas já tiveram que intervir. E o problema não é novidade e nem tratado às escondidas. Pelo contrário. Sua banalização é a característica mais cruel e, mesmo assim, até hoje não se visualiza solução – e nem se nota esforços neste sentido.
Por outro lado, o projeto olímpico já foi decidido em todos os detalhes e poderá contar – inicialmente - com vultosos R$ 25,9 bilhões.
E aí vem a pergunta:
Será que nós, brasileiros, não ousamos demais ao optar pelo luxo no lugar do básico? Em outras palavras, como nos comprometemos com um evento de tal porte se ainda não se pode garantir direitos mínimos como segurança pública, ou honestidade política?
Sem esquecer que os gastos públicos com o evento pouco se reverterão em proveito do povo.
Fazendo uso das palavras de Sérgio Malbergier[1], “Depois de tantas décadas perdidas, não podemos deixar mais essa passar. É hora de espírito crítico e racionalidade. A euforia não deve esconder os grandes defeitos do país, todos óbvios, provas óbvias do nosso subdesenvolvimento. Vencemos Chicago e Obama, mas não vencemos Sarney e Renan.”
[1] Sérgio Malbergier é editor do caderno ‘Dinheiro’ da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno ‘Mundo’ (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas. Trecho extraído de: MALBERGIER, Sérgio. Pra frente, Brasil! Folha Online.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
quando acordo a cada manhã ainda sinto seu gosto,
seu gosto impregnado no meu corpo,
dando perfume aos lençóis.
seu gosto impregnado no meu corpo,
dando perfume aos lençóis.
esse gosto tão forte e presente e tão distante
que mostra que a vida acaba a cada noite
quando tenho, então, que conviver com o que fica.
ah, se desse,
se eu pudesse trocar o resto do dia
por só uma coisa que seja
eu pediria
menina
que
com seu sorriso
eu
amanheça.
por só uma coisa que seja
eu pediria
menina
que
com seu sorriso
eu
amanheça.
domingo, 16 de agosto de 2009
é que às vezes eu sou assim,
é que nem sempre consigo bem conviver
com essa tempestade que toma conta
que faz reviravolta,
que, como você diz,
me tira de mim mesma.
não me ponha diante de mais interrogações,
justo agora que vejo esboço de uma resposta.
logo agora que tiro as mãos do rosto e sinto
suas mãos em meu rosto.
não te peço paciência,
e nem outro sentimento que seja
só peço que permaneça
do meu lado pra onde eu
for.
sábado, 11 de julho de 2009
ao mar.
Não pelas flores,
Mas é que essa tarde vazia
De frente para o mar
Dá arrepios.
Não pela solidão,
Mas pela imagem congelada
E tão real e tão viva
E que causa sensações
Mas é que essa tarde vazia
De frente para o mar
Dá arrepios.
Não pela solidão,
Mas pela imagem congelada
E tão real e tão viva
E que causa sensações
Todas
Quando passa de repente
Como o sopro suave
De sua voz.
Não pelo que não fizemos,
Mas pelo que pretendia com você,
Aquelas palavras todas agitadas,
Em conjunto, querendo sair,
Sendo abafadas, todavia,
Pelo gosto cego e racional.
Ao contrário de você
Ao contrário de tudo que foi dito
Em poucos segundos
Com gosto de me ter
Sem vergonha
E sem roupa.
Não pelo que não disse,
Mas pelo que aconteceu depois
Sem cuidados, sem calma
Com pressa.
Não que isso não tivesse valor
No começo,
Mas é que agora cuido como se fosse
Quando passa de repente
Como o sopro suave
De sua voz.
Não pelo que não fizemos,
Mas pelo que pretendia com você,
Aquelas palavras todas agitadas,
Em conjunto, querendo sair,
Sendo abafadas, todavia,
Pelo gosto cego e racional.
Ao contrário de você
Ao contrário de tudo que foi dito
Em poucos segundos
Com gosto de me ter
Sem vergonha
E sem roupa.
Não pelo que não disse,
Mas pelo que aconteceu depois
Sem cuidados, sem calma
Com pressa.
Não que isso não tivesse valor
No começo,
Mas é que agora cuido como se fosse
Tudo
Que tenho nessa vida
E mais nada.
Que tenho nessa vida
E mais nada.
terça-feira, 30 de junho de 2009
a tempos
Tenho que lhe dizer que ainda guardo seu gosto junto com todas as marcas que você me deixou. Já passaram tantos olhos, tantos beijos e outras promessas, mas, em dias como hoje, aquele sofrimento reaparece, na mesma medida de antes, parecendo recém causado.
E traz a dor.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Porque hoje me vejo transparente, despida de tudo e de mim mesma. Não há mais nada que eu possa esconder. Nem as coisas mais íntimas, nem os sonhos mais secretos e os desejos mais desvirtuados e amorais.
Eu ando assim, desse jeito, sem olhar para os pares, fugindo dos únicos, tendendo à generalidade e à abstração dos demais.
É uma mistura de caos e calmaria que parece ter se instalado permanentemente em mim. Nunca achei que fosse cuspir meus medos e receios e coisas escondidas dessa forma. Agora vejo que o limiar de outrora simplesmente foi superado. Estou dada a você de corpo e de todo.
Sem tarjas e com clichês.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
confissões
Hoje me peguei pensando no que ando pensando todo dia. Mais uma vez sua imagem doce me veio à mente e ao corpo com as conseqüências todas e a saudade de sempre sufocante. Mas hoje venho lhe falar coisas mais secretas, que sempre estiveram envolvidas, escondidas, longe dos outros – e longe de você, meu bem.
Não que tudo isso seja tão difícil, mas, à primeira vista, também não é fácil, por isso te peço paciência e doses de compreensão.
É que a anarquia tomou conta de mim, de tal modo que não mais consigo parar e pensar, porque ajo instintivamente em busca de você. Mas tenho receio de minhas crises e instabilidades diante de seu sorriso sempre bondoso. Não que eu não me ache merecedora de tudo isso. Pelo contrário. Mas é que tenho meus medos. E às vezes eles florescem à pele, assim, do nada, e me assustam, e me provocam arrepios e roubam meu sono diante de mil questionamentos.
(E quando olho pro lado eu vejo você.)
E nem falo de garantias. Estas nunca existiram e nem hão de aparecer por agora. Não nos iludamos.
Eu falo de mim mesma. E falo também de você. Do modo que você tomou conta de mim. De um modo que eu espero ser irreversível, eterno, sem perspectivas outrora e agora com centenas de sonhos pro futuro.
Mas o fato aparentemente seguro de te ter já é capaz de reunir todos os requisitos necessários para te perder. Por uma lista de motivos - fúteis ou cruéis - que me deixarão da mesma forma: parada, quieta e longe da vida.
Você não sabe, minha cara, como é dividir seus beijos com imagens de separação, de perda.
(De quem escutarei as melhores palavras no melhor dos sorrisos?)
Eu sei, parece loucura, mas é que pensar essas coisas já faz parte de mim. Não por este ser o futuro que visualizo, mas pelo grande medo de sê-lo.
terça-feira, 9 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
pra todas as segundas-feiras
Hoje não é só segunda-feira.
Hoje é o dia da saudade.
É o dia escolhido sem pena
Pra me deixar entregue,
Sem rumo, sem nada.
sábado, 6 de junho de 2009
Eu só queria deixar claro como cada pedaço pequeno de mim se perde quando vejo seus olhos de adeus. Pode ser meu perfume, ou meu gosto, ou um bilhete. Qualquer coisa que você leva deixa a marca da saudade, que, a essas alturas, vem como dose letal, como golpe certeiro - único e fatal. Não que eu não me queria dar a você - meu bem, já sou sua. O problema é que não quero precisar deixar pedaços de mim. Eu quero você a milímetros daqui, quero confundir minhas pernas com suas pernas e seus sonhos toda noite. Quero me dar por completo, em tempo integral, para que você possa entender exatamente a medida de cada palavra que lhe digo. E quero, finalmente, não mais ver seus olhos de adeus e me contentar com os pedaços que você deixa de você.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Dança comigo essa dança
Canta assim alto pra eu ouvir, morena
Diga aos poucos a todos de tudo
Que esse samba não é pra criança.
Esse samba que deixa parado,
Esse samba que pulsa no peito,
Não falo de música, menina
Eu falo do que guardo aqui dentro.
É a música sem rima, sem jeito
Que basta seu gosto e seu cheiro
Pra fazer mexer os meus pés
Na sua pele
E te desejar no refrão e no desejo.
Acaba a letra, mas não termina o samba
Que fica cantarolando sozinho
Esperando você
Fazer real o que esses versos
Já dizem há muito e
Esperam o dia inteiro.
Canta assim alto pra eu ouvir, morena
Diga aos poucos a todos de tudo
Que esse samba não é pra criança.
Esse samba que deixa parado,
Esse samba que pulsa no peito,
Não falo de música, menina
Eu falo do que guardo aqui dentro.
É a música sem rima, sem jeito
Que basta seu gosto e seu cheiro
Pra fazer mexer os meus pés
Na sua pele
E te desejar no refrão e no desejo.
Acaba a letra, mas não termina o samba
Que fica cantarolando sozinho
Esperando você
Fazer real o que esses versos
Já dizem há muito e
Esperam o dia inteiro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
sobre o dia qualquer em minha vida
Agora vou abrir mão completamente do que eu não sei mais esconder, de modo que as palavras aqui delineadas perderão, a cada linha, seu caráter de declaração para comporem, aos poucos, todas juntas, essa confissão.
Sim, chamo isso de confissão, apesar de ter certeza que seu conteúdo soa tão repetitivo quanto refrão daquela música que toca ora, ora, há horas na vitrola e fica perdida por dias no pensamento.
O que eu venho dizer é muito simples. Posso, então, até chamar de clichê. Vou me debruçar mesmo no senso comum, abandonando pra vida inteira qualquer idéia nova que mude um pouco que seja do que decidi revelar.
E não faço isso por impulso apenas sem sentido. Não. Pelo contrário. Venho mesmo pelo que tenho sentido, que, a essa altura, não cabe mais em mim. Pela provocação, mudança, inconstância provocados.
O tempo disso tudo é tão pouco, quase nada, mas as conseqüências são tão marcantes quanto às promessas na pele para a eternidade.
É, meu bem, sem mais delongas e com piegas, só quero me fazer parte de você, ocupar seus pensamentos - tudo aquilo que você faz, conscientemente ou não, comigo. Quero poder te desejar a cada dia, em dias como esse de hoje e dias como os de amanhã, sem nenhuma previsão do que esperar.
Quero ser sua amante, confidente, na medida exata que te faça falar das coisas da vida, bobas ou não, mas que quero sempre ouvir, de preferência com sua voz em meu ouvido, meus cabelos em seu colo e meus olhos no seu sorriso de criança.
É acordar de manhã com o sempre bem-vindo recado de 'bom dia', esperar durante o dia para recebê-lo mais uma vez, mais outra vez, tentando não perder o fio, tentando sempre te ter, porque é isso mesmo que me toma os pensamentos.
É você. É você.
Sim, chamo isso de confissão, apesar de ter certeza que seu conteúdo soa tão repetitivo quanto refrão daquela música que toca ora, ora, há horas na vitrola e fica perdida por dias no pensamento.
O que eu venho dizer é muito simples. Posso, então, até chamar de clichê. Vou me debruçar mesmo no senso comum, abandonando pra vida inteira qualquer idéia nova que mude um pouco que seja do que decidi revelar.
E não faço isso por impulso apenas sem sentido. Não. Pelo contrário. Venho mesmo pelo que tenho sentido, que, a essa altura, não cabe mais em mim. Pela provocação, mudança, inconstância provocados.
O tempo disso tudo é tão pouco, quase nada, mas as conseqüências são tão marcantes quanto às promessas na pele para a eternidade.
É, meu bem, sem mais delongas e com piegas, só quero me fazer parte de você, ocupar seus pensamentos - tudo aquilo que você faz, conscientemente ou não, comigo. Quero poder te desejar a cada dia, em dias como esse de hoje e dias como os de amanhã, sem nenhuma previsão do que esperar.
Quero ser sua amante, confidente, na medida exata que te faça falar das coisas da vida, bobas ou não, mas que quero sempre ouvir, de preferência com sua voz em meu ouvido, meus cabelos em seu colo e meus olhos no seu sorriso de criança.
É acordar de manhã com o sempre bem-vindo recado de 'bom dia', esperar durante o dia para recebê-lo mais uma vez, mais outra vez, tentando não perder o fio, tentando sempre te ter, porque é isso mesmo que me toma os pensamentos.
É você. É você.
terça-feira, 28 de abril de 2009
São os clichês que você diz
Que mais soam como coisas novas para mim.
E as palavras nas mesmas horas
E a mesma alegria de ouvi-las e ouvi-las
Mais outra
E outra vez, meu bem.
Não ache que caiu no comum,
Por me dizer essas coisas,
Por provocar meu sorriso
E me fazer sentir assim,
Assim, sem palavras pra dizer
(...)
Vou parar por aqui antes de cair no clichê.
Que mais soam como coisas novas para mim.
E as palavras nas mesmas horas
E a mesma alegria de ouvi-las e ouvi-las
Mais outra
E outra vez, meu bem.
Não ache que caiu no comum,
Por me dizer essas coisas,
Por provocar meu sorriso
E me fazer sentir assim,
Assim, sem palavras pra dizer
(...)
Vou parar por aqui antes de cair no clichê.
domingo, 26 de abril de 2009
poema de amanhã.
Eu ficaria acordada pra te olhar dormindo,
pra ter a sensação de te ter assim,
entregue nos meus braços.
Para acalmar seu mundo e abraçar seus medos,
vendo a vida lá fora passando ligeiro.
Eu ficaria assim por toda a eternidade,
pra sussurrar no seu ouvido palavras bobas
e dizer outras coisas sem sentido,
sentindo sua doçura que sempre se revela
com o sorriso perfeito
feito na exata medida pra me provocar.
Eu não queria mais nada do que os meus braços podem envolver,
nada mais do que o seu sorriso pode me dar.
Pára, deixa eu te olhar,
mostra o seu rosto,
revela suas faces,
que é só pra você que eu venho cantar.
pra ter a sensação de te ter assim,
entregue nos meus braços.
Para acalmar seu mundo e abraçar seus medos,
vendo a vida lá fora passando ligeiro.
Eu ficaria assim por toda a eternidade,
pra sussurrar no seu ouvido palavras bobas
e dizer outras coisas sem sentido,
sentindo sua doçura que sempre se revela
com o sorriso perfeito
feito na exata medida pra me provocar.
Eu não queria mais nada do que os meus braços podem envolver,
nada mais do que o seu sorriso pode me dar.
Pára, deixa eu te olhar,
mostra o seu rosto,
revela suas faces,
que é só pra você que eu venho cantar.
terça-feira, 21 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
deixa na caixa postal.
Hoje acordei assim. Toca o telefone e não estou para o mundo. Não estou pra ninguém. Faz assim, me tira de você, do meu batom de sua camisa e daquele recado de outro dia. Hoje não quero corpos, palavras ao pé do ouvido. Nada. Só um lençol como escudo contra o mundo. Só quero meu mundo. Meus problemas sozinha. Nem olhar pro lado e ver, no espelho, um rosto marcado pela covardia e pelo orgulho.
Ah, meu bem, como eu queria lhe falar.
Mas hoje acordei assim.
Hoje não estou pra ninguém.
Ah, meu bem, como eu queria lhe falar.
Mas hoje acordei assim.
Hoje não estou pra ninguém.
pretérito mais-que-imperfeito conjugado.
Não quero cantar o mundo desse jeito que vejo: pelos olhos de um aceito, homem médio, quase louco. Essa loucura que domina as mentes, que mente para ser feliz. Felicidade barata, em vitrines exposta, esperando você ver. Felicidade pequena, com preço, volátil. Hoje, meu mundo, amanhã fique mudo e não olhe pra mim. Não se acostume. Não tenho tanto tempo para isso: me ame, me prove, me prometa e me compre e depois faça isso com outro amor. Não se preocupe que o amanhã já vem e seu gosto já vai de mim.
Não quero te cantar o mundo do meu jeito, desse jeito que sinto: pelos sentimentos de um já louco, passivo, dominado mesmo por um (ex) sentimento de você. Não olhe pra mim depois de ter confessado seu mais íntimo segredo e sonhos, de ter segurado minha mão e me deixado aqui com apenas um cigarro para acender.
Não quero te cantar mais o mundo desse jeito. De jeito nenhum, meu amor. Não vou te dar o trabalho de olhar pra mim. Não se preocupe que o que eu tinha pra você já virou bom dia com sorriso no final.
Sim, meu bem, suas previsões estavam certas.
Confesso.
(Mas o verbo, já conjuguei.)
quarta-feira, 15 de abril de 2009
rapidinho II
em cada página, uma música
em cada letra, uma lembrança de meu bem
olhe, ouça, cantamos o poeta e eu pra você
forçamos rimas e pedimos licença poética
pra criar um refrão pra ficar,
pra ficar gravado
em você.
.
terça-feira, 14 de abril de 2009
rapidinho
dois beijos,
três abraços,
quatro sorrisos
e um bem, só um bem,
meu bem.
mas, me diz,
mais pra quê?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
poema bobinho
Dedos passeando pelos cabelos,
Promessas pra hoje e daqui a uma semana e pra todo o sempre,
O sol no rosto,
A felicidade em todo o corpo
E o hoje passando
E a vida passando
E a vontade de parar o tempo
E a vontade de chegar o para sempre
E não pára nunca!
Continua, meu bem,
Com a música de seus gestos
Sendo o som mais repetitivo dos últimos dias,
O som mais agradável de todos os dias
Vem, senta aqui, encosta sua cabeça,
Deite seus sonhos e suas juras
Deixe o que te incomoda
Não me incomodo de te ouvir
Falar as coisas mais simples
E doces
E bobas da vida.
Promessas pra hoje e daqui a uma semana e pra todo o sempre,
O sol no rosto,
A felicidade em todo o corpo
E o hoje passando
E a vida passando
E a vontade de parar o tempo
E a vontade de chegar o para sempre
E não pára nunca!
Continua, meu bem,
Com a música de seus gestos
Sendo o som mais repetitivo dos últimos dias,
O som mais agradável de todos os dias
Vem, senta aqui, encosta sua cabeça,
Deite seus sonhos e suas juras
Deixe o que te incomoda
Não me incomodo de te ouvir
Falar as coisas mais simples
E doces
E bobas da vida.
sábado, 11 de abril de 2009
faixa nº 8.
Não, não adianta, não vou cair no clichê
É um convite deselegante e caloroso demais
Para a minha racionalidade estúpida.
Não, não peça mais uma vez,
Não me coloque na situação extrema.
Não me provoque.
Na verdade,
Pensando bem,
Vendo-me diante de você,
Só posso dizer:
Provoque-me mesmo.
Me faça dizer essas coisas
Bobas ou não
De gente que já não sabe ser racional.
Gente que já se perdeu por outra gente.
Mas eu também quero me perder,
E só me achar em suas curvas,
Acabar em seu sorriso
E com uma música dedicada a mim.
Sim, eu sei,
Não há garantias.
Mas, meu bem,
Logo hoje não penso mais assim.
É um convite deselegante e caloroso demais
Para a minha racionalidade estúpida.
Não, não peça mais uma vez,
Não me coloque na situação extrema.
Não me provoque.
Na verdade,
Pensando bem,
Vendo-me diante de você,
Só posso dizer:
Provoque-me mesmo.
Me faça dizer essas coisas
Bobas ou não
De gente que já não sabe ser racional.
Gente que já se perdeu por outra gente.
Mas eu também quero me perder,
E só me achar em suas curvas,
Acabar em seu sorriso
E com uma música dedicada a mim.
Sim, eu sei,
Não há garantias.
Mas, meu bem,
Logo hoje não penso mais assim.
a um grande amigo em 11 de abril
Se eu fosse dosar em literatura,
Não caberiam em palavras
Nem Chico, Vinícius ou Tom,
Nenhum deles jamais foi capaz
De dizer em versos exatamente aquilo que penso de você.
Não têm sonetos, textos ou poemas
Com rimas ricas e versos decassílabos
Que possam dar sentido a um sentimento único.
Não, não há.
Na verdade, acho que não há mesmo sentido no que vejo de você.
É uma mistura de desejos, momentos e confissões
É alguém que, de particular, tomou conta do todo
Agora não vejo o todo sem essa parte essencial de mim.
Não tenho grandeza suficiente
Ou merecimento para te dedicar essas palavras
Mas é o que posso oferecer,
Diante do que representa pra mim.
Não tenha medo diante da vida
Não olhe pra frente e se veja sozinho
Não, não, querido.
Sua fragilidade me transforma
Faz nascer guerreira
Que não deixa que magoem seu amor.
Sempre estarei por perto
Olhe e veja meu sorriso
Que
Certamente
Sempre guardará
Espaço para você.
Não caberiam em palavras
Nem Chico, Vinícius ou Tom,
Nenhum deles jamais foi capaz
De dizer em versos exatamente aquilo que penso de você.
Não têm sonetos, textos ou poemas
Com rimas ricas e versos decassílabos
Que possam dar sentido a um sentimento único.
Não, não há.
Na verdade, acho que não há mesmo sentido no que vejo de você.
É uma mistura de desejos, momentos e confissões
É alguém que, de particular, tomou conta do todo
Agora não vejo o todo sem essa parte essencial de mim.
Não tenho grandeza suficiente
Ou merecimento para te dedicar essas palavras
Mas é o que posso oferecer,
Diante do que representa pra mim.
Não tenha medo diante da vida
Não olhe pra frente e se veja sozinho
Não, não, querido.
Sua fragilidade me transforma
Faz nascer guerreira
Que não deixa que magoem seu amor.
Sempre estarei por perto
Olhe e veja meu sorriso
Que
Certamente
Sempre guardará
Espaço para você.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Não tenho muito tempo, nem muitas palavras,
Mas um sentimento ligeiro, que de potência já virou ato.
Nunca imaginei olhar ao lado e ver o ilustre desconhecido
Conhecendo cada espaço.
Não há garantias,
Mas é um limiar fantástico.
Nunca pensei, nunca pensei
Em pensar no acaso.
Mas o caso é que tudo se inverteu
Jogaram-me do avesso,
Trocaram minha identidade.
E agora só me resta esperar pelo abraço.
Mas um sentimento ligeiro, que de potência já virou ato.
Nunca imaginei olhar ao lado e ver o ilustre desconhecido
Conhecendo cada espaço.
Não há garantias,
Mas é um limiar fantástico.
Nunca pensei, nunca pensei
Em pensar no acaso.
Mas o caso é que tudo se inverteu
Jogaram-me do avesso,
Trocaram minha identidade.
E agora só me resta esperar pelo abraço.
domingo, 15 de março de 2009
(I)
Hoje eu queria algo diferente. Diferentemente surpreendente a ponto de calar qualquer dúvida dentro de mim. Algo que me tomasse a atenção, a razão e os sentidos. Que me fizesse esquecer nomes, datas e endereços. Que me fizesse cair da corda bamba de mim mesma sempre previsível. Quero pintar as paredes com o batom vermelho e beijar seus lábios sem muros, só com a vontade seca e desapegada que me domina a alma. Depois arremessar pela janela o mundo que carrego nas costas. Vou rasgar sua vida, misturar com a minha e ver o quê sobra. Na sobra de todos os sentimentos humanos quero me jogar. Na esquina, na curva, na sarjeta. Não me procure em mim. Busque-me em cada rosto, gosto e corpo que vir por aí. E me chame mesmo de irracional, vulgar e barata, porque é nesse samba, meu bem, que vou me acabar.
.
(II)
"Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida."*
.
(III)
"Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ela ainda me quer bem"*
.
*Essa moça tá diferente, Chico Buarque
quarta-feira, 4 de março de 2009
Pobre menina dos olhos do mar. Gotas d’água atravessam o rosto, borrando sua maior armadura. A fraqueza diante de si é cada vez mais clara. Não consegue nem ver o esmalte vermelho desbotado. Jogada, largada, invisível pros outros. Pior. Invisível pra si mesma. O cansaço vence qualquer outra coisa na batalha pra se manter erguida. Não agüenta mais tentar. Dignidade perdida. Em que lugar ficaram seus sonhos? Será que ela ainda pode sonhar? O que resta pra quem viveu na contramão em nome de uma, uma não-sei-o-quê? Compaixão pra ela é castigo. E a derrota, talvez, o melhor (único) remédio que pode tomar.
Seus castelos desmancharam-se como os de areia de menina. O poder soberano de controle mais uma vez foi tomado. Dessa vez, pelo anti-herói. Mãos vazias no meio da guerra. Mente ocupada com vários futuros do pretérito e acabada com os passados imperfeitos. A onda do mar de seus olhos derrubou o forte que havia construído. Que linha tênue entre o agora e o que está atrás daquela porta. Vai lá e bate. Quebra a cara pela última vez. E depois volta. Abraça você mesma mais uma vez.
Seus castelos desmancharam-se como os de areia de menina. O poder soberano de controle mais uma vez foi tomado. Dessa vez, pelo anti-herói. Mãos vazias no meio da guerra. Mente ocupada com vários futuros do pretérito e acabada com os passados imperfeitos. A onda do mar de seus olhos derrubou o forte que havia construído. Que linha tênue entre o agora e o que está atrás daquela porta. Vai lá e bate. Quebra a cara pela última vez. E depois volta. Abraça você mesma mais uma vez.
domingo, 1 de março de 2009
o que vejo de longe
ultrapassa o horizonte
mas é o desejo na espera.
dessa vez eu me jogo,
me permito,
revelo e estouro.
não sou mais racional.
sou poeta.
o tempo que passa,
a repressão que congela.
não olho pro sol,
não vejo pra frente,
só sinto a cor dos olhos dela.
mas hoje eu me mudo,
eu troco meu nome.
não sou mais quem eu era.
sentimento que rasga o peito
e inunda a alma
vou cuspir mil palavras
que causam percepção inversa
vou atrair o seu ódio
e o provocar o escárnio
até que fique estampado
o que eu quero com essa merda.
ultrapassa o horizonte
mas é o desejo na espera.
dessa vez eu me jogo,
me permito,
revelo e estouro.
não sou mais racional.
sou poeta.
o tempo que passa,
a repressão que congela.
não olho pro sol,
não vejo pra frente,
só sinto a cor dos olhos dela.
mas hoje eu me mudo,
eu troco meu nome.
não sou mais quem eu era.
sentimento que rasga o peito
e inunda a alma
vou cuspir mil palavras
que causam percepção inversa
vou atrair o seu ódio
e o provocar o escárnio
até que fique estampado
o que eu quero com essa merda.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nada de títulos e sem entradas triunfantes.
Tão devastador como a paixão que chega e passa e te deixa na sarjeta.
Tão eterno como o amor de pai e mãe.
Não me deixe.
Não depois de ter criado meu vício por você.
A incerteza mais segura quando olho pra frente e percebo sua mão sobre a minha.
O passado tão recente que já serve como provação.
A doçura de seus olhos e a bondade de seus atos.
Uma mistura de destino e acaso.
Filosofia com o estrago.
Tudo junto e sempre
(sempre, por favor)
do meu lado.
Tão devastador como a paixão que chega e passa e te deixa na sarjeta.
Tão eterno como o amor de pai e mãe.
Não me deixe.
Não depois de ter criado meu vício por você.
A incerteza mais segura quando olho pra frente e percebo sua mão sobre a minha.
O passado tão recente que já serve como provação.
A doçura de seus olhos e a bondade de seus atos.
Uma mistura de destino e acaso.
Filosofia com o estrago.
Tudo junto e sempre
(sempre, por favor)
do meu lado.
domingo, 18 de janeiro de 2009
faz sentido?
Eu escrevo como uma maneira de extravasar o que sinto e não digo, o que penso e guardo pra mim. As palavras não são cruéis, os textos são os melhores amigos.
Eles suportam meus excessos calados, esperando pelo próximo verso.
Escrever é uma forma de derramar o que me angustia e de te dizer o que tentei falar pelo menos umas mil vezes e até agora não consegui. (Será que estas frases fazem sentido para alguém além de mim?)
Penso: isso é sinal de egoísmo ou apenas uma conseqüência de eu não conseguir carregar meu mundo sozinha (sinônimo para isso, fraqueza), ou ainda, uma forma poética de materializar meu delírio? Pior. E se couberem juntas as três opções?
São situações que crio de fantasias que sonho, que vejo, são mentiras que fazem sentido e realidades distorcidas que me agradam.
Mas toda palavra tem sua verdade. Todo verso carrega uma lógica aparentemente ilógica. Há um quê, um pecado, um motivo em toda poesia.
Por mais que eu desvie o olhar, ou tente esconder o que não cabe mais em mim e que sempre esteve claro para os outros, eu sei (e você também sabe) que tenho uma razão.
Isso porque todos que escrevem são previsíveis, por mais originais que eles tentem parecer.
Ainda não encontrei todos os motivos, mas por enquanto, fico com o mais óbvio: você.
Eles suportam meus excessos calados, esperando pelo próximo verso.
Escrever é uma forma de derramar o que me angustia e de te dizer o que tentei falar pelo menos umas mil vezes e até agora não consegui. (Será que estas frases fazem sentido para alguém além de mim?)
Penso: isso é sinal de egoísmo ou apenas uma conseqüência de eu não conseguir carregar meu mundo sozinha (sinônimo para isso, fraqueza), ou ainda, uma forma poética de materializar meu delírio? Pior. E se couberem juntas as três opções?
São situações que crio de fantasias que sonho, que vejo, são mentiras que fazem sentido e realidades distorcidas que me agradam.
Mas toda palavra tem sua verdade. Todo verso carrega uma lógica aparentemente ilógica. Há um quê, um pecado, um motivo em toda poesia.
Por mais que eu desvie o olhar, ou tente esconder o que não cabe mais em mim e que sempre esteve claro para os outros, eu sei (e você também sabe) que tenho uma razão.
Isso porque todos que escrevem são previsíveis, por mais originais que eles tentem parecer.
Ainda não encontrei todos os motivos, mas por enquanto, fico com o mais óbvio: você.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
entresuaslinhas
Vou invadir sua alma
Assim bruscamente, meu bem,
Desvendar seus mistérios,
Tomar seu eu-poético,
Te fazer coisa minha.
Vou apagar seu passado,
Deitar ao seu lado,
Te amar todo dia.
Prometo cometer os pecados
Que ficaram em seus sonhos
Sozinha.
Te dou todos os excessos
E nada, minha cara,
de entrelinhas.
Sentimento barato,
Tenho seu nome guardado
Em minha vida vazia.
Assim bruscamente, meu bem,
Desvendar seus mistérios,
Tomar seu eu-poético,
Te fazer coisa minha.
Vou apagar seu passado,
Deitar ao seu lado,
Te amar todo dia.
Prometo cometer os pecados
Que ficaram em seus sonhos
Sozinha.
Te dou todos os excessos
E nada, minha cara,
de entrelinhas.
Sentimento barato,
Tenho seu nome guardado
Em minha vida vazia.
Assinar:
Comentários (Atom)
