domingo, 1 de março de 2009

o que vejo de longe
ultrapassa o horizonte
mas é o desejo na espera.

dessa vez eu me jogo,
me permito,
revelo e estouro.
não sou mais racional.
sou poeta.

o tempo que passa,
a repressão que congela.
não olho pro sol,
não vejo pra frente,
só sinto a cor dos olhos dela.

mas hoje eu me mudo,
eu troco meu nome.
não sou mais quem eu era.

sentimento que rasga o peito
e inunda a alma
vou cuspir mil palavras
que causam percepção inversa

vou atrair o seu ódio
e o provocar o escárnio
até que fique estampado
o que eu quero com essa merda.

8 comentários:

--- disse...

"vou atrair o seu ódio
e o provocar o escárnio
até que fique estampado
o que eu quero com essa merda."


Achou o melhor final possível!:)

Seza Hijoo disse...

Renata...Não sabia que fazia poesias...Legal, é tão raro hoje alguém com sensibilidade pra escrever!Continua!

:)

Beijos do Cesar.

Unknown disse...

muito massa, renatinha
poste mais
beijo

--- disse...

fala assim não que eu acabo acreditando :)

--- disse...

já acreditei!:) Mas agora fiquei sem graça rs

E depois da tarde de suspense, pode ter Renata Dantas e tão gentis palavras!

--- disse...

Renata Dantas, eu exijo a atualização imediata deste blog! :)


p.S: agora é sua vez de pensar, indignada, "quem ela pensa que é para vir cheia das exigências?!"
p.S2: e aí então eu concordo com você, mas continuo mesmo assim rs


beijos!

Pedro Guimarães disse...

Seriedade, discrição, autocontrole, estouro de indignação.

Excelente poema.

Carlos Eduardo disse...

as palavras são, talvez, a melhor forma de expressar nossos desejos mais íntimos, sem termos que realmente encaramos o fato de frente. Assim , mais uma vez, você nos presenteia com um pouco mais sobre seus desejos e vontades. Como é poder te desvendar. Belíssimo poema.