"dizer-lhe que diante dele, mais do que diante dos outros, tinha de inventar e fantasiar para obrigá-lo a se demorar em mim como se demorava agora na verbena - será que não percebia essa coisa tão simples?" *
em meio a pensamentos aleatórios, me veio esta frase. na verdade, devo dizer que vez ou outra ela me aparece, mas aí é pelo significado particular que tem em minha vida. hoje, no entanto, não foi este o sentido. o que eu queria mesmo saber é por que certas pessoas escolhem passar e não demorar nos outros. isso eu realmente não entendo. não entendo porque, pelo menos para mim, o mínimo contato cria expectativas, rouba tempo, pensamentos. e aí como reagir de forma indiferente? como simplesmente olhar e passar? assumo de cara: não consigo. talvez por ingenuidade, mas este é o fato. acho egoísmo se deixar em alguém e não demorar em alguém. soa até contraditório. não digo que as pessoas têm que, obrigatoriamente, se vincular aos outros; mas acho que, a partir do momento em que se abre a porta, não dá mais pra ignorar - não sem motivos.
é como encontrar a verbena que se procurava e depois largar a verbena.
comigo, repito, não é assim.
* lygia fagundes telles em herbarium
em meio a pensamentos aleatórios, me veio esta frase. na verdade, devo dizer que vez ou outra ela me aparece, mas aí é pelo significado particular que tem em minha vida. hoje, no entanto, não foi este o sentido. o que eu queria mesmo saber é por que certas pessoas escolhem passar e não demorar nos outros. isso eu realmente não entendo. não entendo porque, pelo menos para mim, o mínimo contato cria expectativas, rouba tempo, pensamentos. e aí como reagir de forma indiferente? como simplesmente olhar e passar? assumo de cara: não consigo. talvez por ingenuidade, mas este é o fato. acho egoísmo se deixar em alguém e não demorar em alguém. soa até contraditório. não digo que as pessoas têm que, obrigatoriamente, se vincular aos outros; mas acho que, a partir do momento em que se abre a porta, não dá mais pra ignorar - não sem motivos.
é como encontrar a verbena que se procurava e depois largar a verbena.
comigo, repito, não é assim.
* lygia fagundes telles em herbarium

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