hoje me perguntaram se estou sempre no círculo de fora. não entendendo a metáfora, mas curiosa com seu possível significado, resolvi levar a conversa mais a fundo. e aí tive que ouvir que talvez eu não me sinta à vontade com as pessoas, limitando-as a aspectos gerais sobre mim (e sobre elas). de resposta, só pude oferecer um sorriso; não queria me explicar, muito menos me desculpar por este jeito aparente. e a título de conclusão ouvi que respeito demais.
antes de prosseguir, alguém, por favor, me explique: desde quando respeito demais é defeito? na verdade, ao escutar isso, quase levo como elogio, não fosse o duro tom das palavras.
(pausa)
apesar de ter preferido o silêncio em primeiro momento, peço agora espaço para a réplica.
em poucas palavras, respeito limites. vou até onde acho que é permitido. na verdade, nem sempre avanço tanto - às vezes é bom manter uma margem de segurança.
entretanto, se tem coisa que gosto é de envolvimento. e quando há reciprocidade ouso até em ultrapassar tal margem. mas, repito, tem que ter reciprocidade. e sem falsa modéstia, nem sempre cobro tanto para mim. gosto mesmo é de estar à disposição, de poder abraçar o problema, pensar junto e usar (e não perder) o meu tempo na busca de solução. sou fiel mesmo às pessoas e reprovo abandono. aqui a união é indissolúvel, desde que a outra parte manifeste descontentamento (de mim, é difícil partir esta vontade). mas, amigos, tem que ter reciprocidade. caso contrário, prefiro o círculo de fora.
antes de prosseguir, alguém, por favor, me explique: desde quando respeito demais é defeito? na verdade, ao escutar isso, quase levo como elogio, não fosse o duro tom das palavras.
(pausa)
apesar de ter preferido o silêncio em primeiro momento, peço agora espaço para a réplica.
em poucas palavras, respeito limites. vou até onde acho que é permitido. na verdade, nem sempre avanço tanto - às vezes é bom manter uma margem de segurança.
entretanto, se tem coisa que gosto é de envolvimento. e quando há reciprocidade ouso até em ultrapassar tal margem. mas, repito, tem que ter reciprocidade. e sem falsa modéstia, nem sempre cobro tanto para mim. gosto mesmo é de estar à disposição, de poder abraçar o problema, pensar junto e usar (e não perder) o meu tempo na busca de solução. sou fiel mesmo às pessoas e reprovo abandono. aqui a união é indissolúvel, desde que a outra parte manifeste descontentamento (de mim, é difícil partir esta vontade). mas, amigos, tem que ter reciprocidade. caso contrário, prefiro o círculo de fora.

2 comentários:
às vezes a gente se sente meio que fora de certos círculos mesmo, não se envolve de verdade, e as pessoas terminam achando que a culpa é nossa.
Só que o problema é que não é raro que os círculos se forme em torno de vínculos que não são reais.
Eu também sou assim. Envolvimento tem que ser recíproco. Não sei se do mesmo jeito que você, mas eu também termino me afastando de certas pessoas quando percebo que a profundidade não é a mesma. Até eu me dar conta de que eu tava no caminho certo doeu um bocado e ainda dói um pouco, mas ser de verdade não é muito fácil mesmo, eu acho.
Ah! você devia postar mais!
Beijo =*
"...que os circulos se formeM "
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